Tem uma coisa me irritando litros na quinta temporada de DW até o momento: eles não deixam o espectador pensar sozinho.
Como ~escritora~ eu sei que existe um limite muito muito tênue entre "não deixar as pessoas perdidas" e "pegá-las pela mão e guiar pelo caminho todo". E, até o momento, tudo que era pra ser um mistério a ser montado aos poucos ou comparações delicadas e dramáticas está sendo terrivelmente escancarado. Tudo que poderia ser compreendido aos poucos, deduzido gentilmente, está sendo colocado em negrito, sublinhado, repetido e circulado em vermelho. E isso é
muito cansativo.
"Mostre, não conte", é uma regra tão básica em roteiros. E tirar o "ohhh, isso estava tão óbvio o tempo todo e eu não vi!" que teve nas temporadas anteriores - especialmente na quarta - e tirar o prazer de perceber que os episódios aparentemente desconectados sempre formaram uma corrente... sei lá, é bobagem, mas pra mim isso tem tirado um pouco da graça. Talvez justamente porque eu realmente esperasse mais do Moffat. Ou talvez porque eu tenha crescido com Harry Potter e aprendido que sutileza é essencial. Ou talvez eu só esteja surpresa que, de todas as coisas do mundo, eu fosse sentir falta da
sutileza do RTD. Medo.
E fora que quando se insiste muito num ponto, me gera uma indiferença automática. Blá, blá,
blá,
blá,
blá, ok, já entendi, e quer saber? FODA-SE.