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18 April 2013 @ 05:42 am
Drug and Drop  

Esse capítulo 13 de Drug and Drop provocou tantos feelings que eu precisei voltar pros braços do LJ. Eu amo o tumblr tanto quanto qualquer fangirl, mas aqui eu me sinto mais confortável. Talvez porque praticamente ninguém vai ler? Talvez.

Gohou Drug se tornou um dos meus mangás favoritos desde que li, muitos anos atrás (não sei quantos). Os três volumes americanos foram os primeiros mangás importados que comprei, lembro que minha leitura ainda não era fluida, tive alguma dificuldade em ler.

Não importava muito. O importante era que eu gostava de muita coisa, mas GD era uma das poucas que eu sentia como simples amor líquido, sem grandes angústias (apesar do drama sempre pairando) ou dilemas. Mesmo os mistérios e a eterna promessa de que sofreríamos muito algum dia faziam parte da graça da coisa toda.

O hiato fazia parte do amor. Não havia um plot rocambolesco e chato ou um final decepcionante. A esperança que o mangá continuasse era sempre mesclada a um certo temor que tudo ficasse uma bosta, especialmente quando Tsubasa terminou daquele jeito.

Eram dois medos principais, meus e das minhas amadas amigas de fandom: que limassem o romance Rikuou/Kazahaya e que Kazahaya e Kakkei no fim fossem mulheres ou do "terceiro sexo clamp", sem gênero definido.

Aí voltou. Eeeeeeeee! E o meu balanço da volta (não parece, mas o post era pra isso desde o começo), por enquanto, é:

• Mudaram o nome, ok, agora é Drug and Drop e beleza, era meio tonta aquela coisa de Gohou/Lawful/Legal mesmo. Eu tinha medo que tirassem a coisa das drogas, mas continua lá de alguma forma. As maconhas tão mais discretas, mas não sinto exatamente falta.

• A arte está horrenda. O que estão dando pra Nekoi beber, gente? (Ou usar, dado o mangá em questão e o supracitado sumiço das maconhas). Começa que o traço está feio e todos os personagens encolheram, no esquema internacionalmente conhecido como Processo Gravitation de Shotatizacão. E continua: o mangá tá sem cenário, sem retícula, enfim, tá um medo.
Ok, não está tão ruim assim. Mas, comparando com o terceiro volume de GD, tá péssimo.

• Os crossovers estão mais intensos. GD saía antes de Tsubasa/Holic, D&D (essa sigla me dá vontade de ler Rikuou/Kazahaya UA de fantasia medieval e eu nem gosto de UA) pisa em terreno mais firme, nesse sentido. Mas, surpresa para poucos, o que mais apareceu foi Wish. Além do que era óbvio, surgiram coisas menos óbvias e também coisas MUITO FOFAS.

• Kakkei e Saiga estão, como vou dizer?, conversando mais com o leitor. Até terminaram uma frase ou duas! Só não terminaram um beijo. O mistério deles parece estar uns 60% resolvido, o que acho bem impressionante, se me permitem. Já vi mangá da Clamp acabar sem sabermos isso nem dos protagonistas. Ah, e os dois também encolheram. E continuam casados como sempre (como nunca).

• D&D tem uma estrutura bem diferente de GD. Tem menos páginas por capítulo, é menos episódico e mais, hm, em grandes blocos de história. Quase não tem mais o tradicional trabalho+objeto+mistério+desmaio+crossdress. Agora tudo parece seguir as histórias pessoais dos meninos, mostrando que de fato esse mangá sempre teve um Grande Plot, com direito a Grande Vilão. Embora ainda tenha piadas e tal (até bastante) o tom de D&D é, num geral, mais sério e solene, ainda mais nos últimos capítulos. Até o fanservice está bem menos puxado pra comédia. E isso nos leva a...

• O ROMANCE TÁ LINDO, GENTE, RIKUOU/KAZAHAYA TÁ LINDO. Tudo o que a gente pensava que ia rolar, que iam diminuir, que agora sai em revista seinen e não pode yaoi? Nope. Só alegria gay, dois-namoradinho-só-falta-dar-beijinho. Ok, eu sei que sempre foi. Mas agora até os dois parecem ter percebido que ainda não estão juntos porque têm assuntos externos a resolver, a negação acabou. Kazahaya passou para Watanuki sua metade da coroa de Rei do Denial e ainda mandou enfiar no cu, terrível, terrível.

É isso. Tem prós, tem contras, no balanço geral TOU CHORANO DE ALEGRIA. Mesmo sabendo, claro, que no final todo mundo ainda pode não ter genitais ou ser um clone ou morrer uma morte trágica nas mãos um do outro ou-- não importa muito. Agora é a hora do mais puro fangirl joy e cabô.


ps.: o autocorrect arruma "fanservice" pra "fanfarrice". Achei justo.

pps.: são cinco e meia da manhã e eu digitei esse imenso tratado sobre nada todo no celular. A tag "acho que sou doente" adquiriu todo um novo significado.

 
 
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mood: happyhappy